entre o ocre nuvens e o azul mar
O horizonte é extenso, mas percebo que existe uma linha tênue entre o chão e o céu. Como se ambos se encontrassem no caminho e eu estou ali, no meio. Naquela linha que divide e que nunca posso alcançar. É um espaço entre o nada e o lugar nenhum. Não se pode chegar. Aquela linha que divide as texturas, a cobertura e o SOB se mistura. Porque não é o chão que procuro, é o céu, mas estando no chão, o céu é simplesmente uma promessa inalcançável. Um roteiro sem fim, um desenho diabólico que me faceia entre o ocre nuvens e o azul mar - que é mar, mas me resseca, me queima, me abandona....sem referências, sem vida.

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